A Chipiron é uma startup francesa que quer tornar a ressonância magnética (MRI) acessível a mais pessoas e locais.
A empresa não pretende substituir completamente as máquinas tradicionais, mas quer que a tecnologia chegue a locais desfavorecidos e com menor capacidade financeira.
A ideia principal da Chipiron é desenvolver máquinas de ressonância magnética muito mais simples e acessíveis. Em vez de utilizarem enormes ímanes como os aparelhos tradicionais, recorrem a campos magnéticos fracos e a sensores muito sensíveis capazes de captar os sinais necessários para formar a imagem.
A tecnologia integra ainda sistemas inteligentes que reduzem o “ruído” da imagem e algoritmos que ajudam a reconstruir exames com boa qualidade, mesmo a partir de dados limitados. Para manter os sensores a funcionar, a empresa criou também um sistema de arrefecimento mais leve e fácil de gerir.
Com esta combinação, a Chipiron consegue criar um equipamento muito mais pequeno, portátil e de baixo custo, que não exige salas especiais nem técnicos altamente especializados para operar.
Atualmente, a Chipiron está na fase de protótipos. Prevê alcançar qualidade de imagem com padrão clínico até 2026, submeter o dispositivo ao regulador em 2027 e lançar comercialmente em 2028. Até agora já captou 22 milhões de euros de investidores.
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