Receitas da Google Cloud aumentam 82%
A Alphabet apresentou receitas de 119,80 mil milhões de dólares no segundo trimestre do ano, o que representa um aumento de 24% em comparação com o período homólogo (96,428 mil milhões).
Em relação ao lucro líquido, este valor quase quadriplicou, para 112,1 mil milhões de dólares (no período homólogo tinha sido de 28,196 mil milhões), resultado da valorização em 99 mil milhões de dólares das suas participações na SpaceX e na Anthropic.
A divisão Google Cloud registou o crescimento mais expressivo, com as receitas a subirem 82%, para 24,77 mil milhões de dólares. Já as receitas da área de Pesquisa (Search) aumentaram 17%, para 63,27 mil milhões, em linha com as expectativas.
A publicidade continuou a impulsionar os resultados da Google, com as receitas a subirem 14%, para 81,63 mil milhões de dólares. Já os anúncios no YouTube geraram 11,06 mil milhões de dólares, mais 13% do que há um ano.
A Google revelou que a aplicação Gemini conta atualmente com 950 milhões de utilizadores ativos mensais e processa 22 mil milhões de tokens por minuto.
As despesas de capital da Alphabet cresceram 100% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 44,9 mil milhões de dólares no segundo trimestre.
A Alphabet informou também o mercado que vai reforçar o investimento em infraestruturas (capex) para um valor entre 195 mil milhões e 205 mil milhões de dólares, acima da estimativa anterior de 180 mil milhões a 190 mil milhões de dólares, apresentada no trimestre passado, o que levou a uma descida de 4% das ações em pré-mercado.
Netflix com lucro de 3,4 mil milhões

As receitas da Netflix no segundo trimestre do ano foram de 12,56 mil milhões de dólares, um aumento de 13% tendo em conta o mesmo período do ano passado. Este crescimento foi impulsionado pelo aumento do número de subscritores, pelas recentes subidas de preços e pelo reforço das receitas publicitárias.
Já o lucro líquido da empresa foi de 3,4 mil milhões de dólares, acima dos 3,13 mil milhões registados no trimestre homólogo.
A Netflix continua a apostar nas transmissões em direto, sobretudo em eventos desportivos, que têm ajudado a atrair novos subscritores e anunciantes. Apesar de representarem apenas cerca de 1% do tempo total de visualização, estes conteúdos justificam mais de 5% do investimento da empresa em programação. A plataforma, que entrou neste segmento em 2023, espera ainda duplicar as receitas provenientes da publicidade este ano, para cerca de 3 mil milhões de dólares.
A empresa anunciou também que vai deixar de divulgar semestralmente o relatório “What We Watched”, que resume as horas de visualização dos conteúdos da plataforma. O relatório vai passar a ser apresentado apenas uma vez por ano, a partir do primeiro trimestre de 2027. A empresa explica que pretende dar mais destaque aos resultados financeiros, e não aos dados sobre a audiência dos conteúdos.
Receitas da Tesla aumentam mas lucro desce

A Tesla registou receitas de 28,24 mil milhões de dólares no mais recente trimestre do ano, um aumento de 26% em comparação com o homólogo (de 22,5 mil milhões).
Já lucro líquido desceu 5%, de 1,17 mil milhões de dólares para 1,11 mil milhões de dólares.
A área automóvel manteve-se a principal fonte de receitas da Tesla, faturando 20,52 mil milhões de dólares no segundo trimestre, o que representa um aumento homólogo de 23%.
Já o segmento da energia, que engloba os sistemas de armazenamento por baterias e as soluções solares, alcançou receitas de 3,14 mil milhões de dólares, um crescimento de 13% face ao mesmo período do ano passado.
A divisão de serviços e outras atividades, em que se incluem as reparações de veículos fora da garantia, registou a evolução mais expressiva, com as receitas a aumentarem 50%, para 4,58 mil milhões de dólares.
O número de subscritores do sistema de condução assistida FSD aumentou 56% no segundo trimestre, para 1,48 milhões. No entanto, o sistema continua a exigir que o condutor esteja sempre atento e pronto para assumir o controlo do veículo.
As despesas operacionais da Tesla aumentaram 47% no segundo trimestre, para 4,35 mil milhões de dólares, um crescimento bastante superior ao das receitas, impulsionado sobretudo pelo reforço do investimento em inteligência artificial, investigação e desenvolvimento.
A empresa continua a apostar na transformação da sua estratégia, desviando o foco da venda de automóveis para o desenvolvimento do serviço de táxis autónomos Robotaxi, da produção do Cybercab e da adaptação das fábricas para fabricar o robô humanoide Optimus.
Questionado sobre a possibilidade de uma futura fusão entre a Tesla e a SpaceX, Elon Musk reconheceu que as duas empresas têm vindo a trabalhar cada vez mais em conjunto, nomeadamente no âmbito do projeto Terafab. Ainda assim, recusou comentar uma eventual união entre ambas, afirmando que esse tema não é apropriado para ser abordado durante uma apresentação de resultados.

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