Futuro do Facebook é a comunicação telepática

Como referia a campanha da Apple de 1997, são os “loucos” que mudam o mundo. Depois de apresentar uma nova experiência social revolucionária em realidade virtual, na qual os utilizadores do Facebook vão sentir, de forma muito envolvente, que estão uns com os outros (em formato avatar, para já…), apesar da distância, Mark Zuckerberg quer desenvolver uma tecnologia de comunicação mais avançada: comunicações telepáticas.

A unidade “secreta” de investigação dedicada ao hardware do Facebook (Building 8, criado no ano passado) está a trabalhar na criação de um gadget que permita aos humanos ler os pensamentos uns dos outros e comunicar através de ondas cerebrais. Os anúncios de emprego referem um projeto que envolve neuroimagiologia e dados eletrofisiológicos.

A abordagem do Facebook poderá ser semelhante à utilizada por algumas empresas, no passado, que apostaram no uso de “bandoletes” equipadas com sensores especiais para medir sinais cerebrais. Um produto deste género poderá representar um grande salto em frente na computação e colocar o Facebook, a maior rede social do mundo (1,7 mil milhões de utilizadores), num lugar cimeiro no cruzamento da tecnologia com a ciência.

Qual a visão de Mark Zuckerberg? Talvez semelhante ao que vimos no filme “Pacific Rim”, no qual dois pilotos partilham, através de uma ponte neural, memórias, instintos, segredos…

“Move Fast and Break Things” 

Com unidade de investigação “secreta”, o Facebook  mantém a sua cultura “Move Fast and Break Things”, sem medo de falhar para conseguir avanços. O grande segredo da empresa é que, 13 anos depois da sua criação, continua a ter uma atitude de startup e prima na gestão de desafios clássicos das startupstecnologiamodelo de negócio, o próprio negócio e ecossistemacriação de ruptura e visão de longo prazo.

“One day, I believe we’ll be able to send full rich thoughts to each other directly using technology (…) you’ll just be able to think of something and your friends will immediately be able to experience it too if you’d like.” – Mark Zuckerberg

A visão de Zuckerberg tem sido testada por neurocientistas. Justin Sanchez, diretor do departamento de tecnologias biológicas da Darpa, por exemplo, acredita que vamos conseguir controlar o ambiente utilizando, simplesmente, a mente: controlar diferentes aspetos da casa, utilizando sinais cerebrais ou, até, comunicar com amigos e família utilizando a atividade neural do cérebro.

A Darpa está a trabalhar em neurotecnologias que permitem que isto aconteça e já existem alguns exemplos deste tipo de progressos futuristas, como implantes no cérebro que permitem controlar braços protéticos.

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