Futuro da moda são os dados?

  • A Ivyrevel, marca da H&M, está a testar a criação de vestidos personalizados com base na análise ao estilo de vida.
  • Uma nova geração de e-retalhistas está a aproveitar o conhecimento sobre cada cliente, através da recolha de dados, para conceber novas experiências.

A Ivyrevel, uma marca do grupo H&M, está a testar a criação de vestidos personalizados, em parceria com a Google, com base em dados recolhidos através da aplicação Coded Couture, que analisa o estilo de vida dos seus clientes.

O design é inspirado em informações sobre os locais que normalmente são visitados e restaurantes frequentados, atividade física e por dados meteorológicos.

O serviço inclui a opção de definir o tipo de vestido que pretende que seja criado – casual ou formal, por exemplo – e assim que está pronto, é dada a opção de fazer o pedido online, através da aplicação.

Este é um bom exemplo de como o digital está a transformar a indústria da moda, inspirando novas criações centradas no conhecimento sobre cada cliente.

O caso da IBM e da Marchesa 

Também a Marchesa desenvolveu um vestido cognitivo, com recurso a várias ferramentas tecnológicas da IBM nas mais variadas fases de criação de um vestido de alta-costura. Entre outras coisas, foi feita uma análise aos comentários dos consumidores nas redes sociais e explorados efeitos psicológicos das cores e inter-relações entre emoções e estética, de forma a refletir os ideias da marca no produto final.

Empresas tecnológicas como fonte de inspiração

O facto de as tecnológicas que se posicionarem como empresas consumer-centric mudou a forma como os consumidores se relacionam com as marcas, não só na área da moda como em todas as indústrias.

Sugerimos que leia a entrevista dada, à Fast Company, por Karen Harvey, consultora da Burberry, Coach, e Tiffany, que deixa pistas muito relevantes, não só para as empresas que operam na área da moda, como para todas as outras, sobre a importância de pensar como as empresas tecnológicas.

INSTINCT

Fundada em 2012, em Lisboa, a Instinct foi uma das primeiras agências de inovação em Portugal. Inspirada pelas empresas líderes na nova economia e com uma abordagem customer-centric, a Instinct ajuda as empresas a mudar o foco: Conhecer os clientes antes da estratégia, pensar numa solução antes da tecnologia e, sobretudo, testar antes de investir. Da consultoria, passando pelo design, pela tecnologia e pela comunicação, a Instinct ajuda as grandes empresas a executar a sua melhor versão de futuro. E-mail: hello@instinct.pt

Recent Posts

Meta lança AI que controla apps no Mac

Google TV ganha 10 mil filmes e séries grátis | Waymo com novo robotáxi em…

11 horas ago

Hark Handoff: uma AI que faz tarefas por si

O Hark Handoff é um agente de inteligência artificial que navega na internet e realiza…

1 dia ago

“Success isn’t owned. It’s leased, and rent is due every day.”

J. J. Watt, ex-jogador de futebol americano

1 dia ago

Google cria AI que traduz língua gestual

ChatGPT já pode enviar mensagens por si | Meta lança Pocket nos EUA

2 dias ago

Dognosis: usa cães e AI para detetar cancro

A Dognosis desenvolveu o BreathEasy, um teste que analisa a respiração para procurar sinais de…

3 dias ago

Google e Abbott apostam na saúde metabólica

Qwen ultrapassa rivais nos downloads | Starcloud angaria 250 milhões para centros de dados no…

4 dias ago