Indústria 4.0 e os novos desafios sociais

A 4ª Revolução Industrial, conhecida como Indústria 4.0 tornou-se, uma nova “palavra-chave”. As fábricas inteligentes são hoje uma realidade e o seu desenvolvimento inevitável e decisivo para a competitividade das indústrias e dos países.  Mas, é importante estarmos conscientes que esta realidade traz novos desafios sociais que já estão a provocar alterações profundas… talvez como nunca assistimos até aos dias de hoje.

Há duas atitudes que não são aconselháveis neste tipo de transformações sociais:
1) Tentar travar  a inovação;
2) “Colocar a cabeça debaixo da areia” e fazer de conta que nada está a acontecer.

Bill Gates, Elon Musk e Steven Hawking são algumas das personalidades que têm alertado para estes desafios sociais que a Indústria 4.0 (e a inteligência artificial) estão a provocar.
Já não há dúvidas que a inteligência artificial e a robótica irão, progressivamente, substituir de forma massiva milhões de postos de trabalho. No ano passado, o tema foi discutido no World Economic Forum e a estimativa aponta para que sejam destruídos 5 milhões de postos de trabalho, até 2020, como consequência direta da Indústria 4.0 .

Esta vaga de desemprego irá inicialmente afetar as profissões com menor necessidade de qualificação, mas progressivamente poderá substituir todas as profissões, motivo pelo qual Elon Musk, sugeriu a criação de um rendimento mínimo para desempregados (eternos).

Pode parecer uma utopia, mas a Suíça realizou também, no ano passado, um referendo para uma alteração da constituição com o objetivo de permitir a criação de um rendimento básico. Esta proposta foi rejeitada por 77% dos eleitores.

A esta altura já está claro que, mais cedo ou mais tarde, este tema estará na mesa dos governos, onde o principal dilema será: Como financiar o rendimento básico destes desempregados (eternos)? 

Bill Gates sugeriu, no mês passado, que os robôs devem pagar os impostos dos empregos que estão a substituir. 

A dúvida será como ocuparemos o nosso tempo? O bem mais precioso e escasso…

É inquestionável que o desenvolvimento da inteligência artificial e da robótica está a acontecer de forma tão rápida que nos pode tornar “obsoletos” e, por isso, Elon Musk sugeriu a fusão entre humanos, máquinas e inteligência artificial. 
Estamos cada vez mais próximos de um convívio natural e permanente entre seres humanos e robôs… mas, ainda longe dos robôs com emoções que Steven Spielberg nos mostrou no filme Inteligência Artificial (2001).

Bem vindo ao futuro!

Artigo publicado na revista Visão.


Se quer saber como é que a indústria 4.0 vai impactar o negócio da sua empresa, contacte o Nuno Ribeiro:

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Nuno Ribeiro
Portugal General Manager da agência de inovação FABERNOVEL. Foi diretor da unidade de negócio multimédia do grupo Global Media (2008 a 2012), diretor da unidade de negócios de Internet do grupo Cofina Media (1999 a 2008) e consultor do secretário de Estado da Comunicação Social para a área digital (1997 a 2002). Em paralelo com a atividade profissional foi docente, coordenador de programas executivos e pós-graduações nas Universidades: Católica-Lisbon, Europeia, ISEG e Lusófona (2001 a 2016). Colaborou com artigos de opinião e comentador, sobre temas de inovação, transformação digital e nova economia nos media: Visão, Diário de Notícias, Meios & Publicidade e Económico TV. 
Autor do livro Gerir na Era Digital (2011). É licenciado em Economia pela Católica-Lisbon, onde também concluiu o curso avançado Gestão de empresas tecnológicas e uma pós-graduação em Media e Entretenimento.
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