Porque é que a Apple está a investir em satélites?

  • A Apple está a criar uma nova equipa de hardware, preparando-se, ao que tudo indica, para apostar no desenvolvimento de satélites.
  • Negócio poderá potenciar uma expansão global, impulsionar projetos noutros setores e representar uma fonte de receitas.

A Apple está a focar-se numa nova área de negócio, o Espaço. A empresa contratou dois dos melhores especialistas do mundo em tecnologias de satélites: John Fenwick (ex-responsável pelas operações de naves espaciais da Google), e Michael Trela (ex-diretor de engenharia de satélites da Google).

Qual o interesse da Apple no negócio dos satélites? Tornar-se global é um imperativo, pelo que os satélites podem potenciar a penetração do iPhone em zonas remotas com baixa penetração de LTE – um standard base das redes de alta velocidade de que o iPhone necessita para funcionar. Assim, poderá acelerar a sua expansão, levando mais consumidores a comprar hardware e começar a substituir os operadores de telecomunicações em todo o mundo.

O negócio dos satélites é crítico para qualquer empresa de tecnologia (Google e Facebook, por exemplo, têm feito grandes esforço para dar acesso à Internet a outra metade do mundo), mas especialmente para a Apple, uma vez que está posicionar-se num leque diversificado de setores. As aplicações ao nível dos serviços são enormes. Através dos satélites, a empresa poderá:

Segundo as projeções da Space Exploration Technologies de Elon Musk, as receitas provenientes do fornecimento de Internet através de satélites deverão atingir os 30 mil milhões de dólares em 2025 (seis vezes mais do que o negócio ligado aos rockets) e os lucros operacionais poderão superar os 20 mil milhões de dólares. Pelo que este é um negócio lucrativo a longo prazo.

Criação de valor para as empresas

Uma vez que são os primeiros utilizadores dos seus próprios produtos, players como a Apple, a Google, o Facebook, a SpaceX (de Elon Musk) ou a Blue Origin (de Jeff Bezos) garantem que a infraestrutura que constroem no Espaço é centrada no utilizador e não na tecnologia. E, com isto, abrem portas à próxima geração de empreendedores e à criação de aplicações. Criar um serviço B2B ou B2C tornar-se-á tão fácil como criar uma aplicação para smartphone, pois as infraestruturas orbitais (como satélites) serão adaptadas às necessidades das indústrias.

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Fonte: Estudo FABERNOVEL “A 2ª Revolução Espacial
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