Porque é que o Facebook está a investir em conteúdos de eSports?

  • Facebook está a fazer dos conteúdos de eSports um catalisador do seu negócio de publicidade.
  • A empresa fechou várias parcerias para transmitir este tipo de conteúdos em direto e on-demand.

O Facebook é, provavelmente, o melhor distribuidor de (qualquer) conteúdo do planeta e continua a saber atrair talentos/conteúdos para criar maior relevância e interesse para os seus utilizadores. A transmissão em direto de torneios de videojogos (eSports) é uma das grandes apostas da empresa para atrair uma audiência mais jovem, aumentar o tempo de permanência dos utilizadores na plataforma e impulsionar o crescimento das receitas em publicidade.

A empresa está a financiar equipas profissionais de videojogos e outras organizações de eSports, incluindo a Electronic Sports League (ESL), um produtor mundial de torneios de eSports, para a transmissão de competições em direto e on-demand no Facebook.

A transmissão de torneios de eSports (audiência estimada de 303 milhões em 2019, perto metade da audiência entre os 18 e os 25 anos) poderá fazer mais sentido do que aquisição dispendiosa dos direitos de transmissão de conteúdos desportivos de ligas como a NFL. Além disso, tem recursos para dominar neste território, onde o seu maior concorrente é a Twitch, adquirida pela Amazon, em 2014.

Os eSports fazem, no entanto, parte de uma estratégia mais ampla do Facebook na área do vídeo. A empresa planeia transmitir programas de diversos tipos de conteúdos (ciência, lifestyle, etc), estando focada em conteúdos em direto, de longa duração. O que abre portas ao surgimento de um novo inventário de publicidade, uma vez que estes vídeos tendem a criar maior envolvimento e reter audiências.

Desta forma, Mark Zuckerberg tem mais argumentos para concorrer com outros media sociais agregadores de conteúdos, que estão numa corrida desenfreada para captar conteúdos de vídeo para as suas plataformas. Este é o caso como do Twitter, que revelou o seu plano para se tornar numa rede de live streaming de vídeo e do Snapchat, que está a criar várias parcerias com empresas de TV para a produção de conteúdos originais.

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