Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris
“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL.
A Ofo, fundada em 2014, possui mais de 8 milhões de bicicletas em 170 cidades e pretende mais do que duplicar este número nos próximos 6 meses. Em muitas cidades chinesas, a startup cresceu exponencialmente ao invadir as ruas com bicicletas.
Esta é uma típica gestão pirata, inspirada na Uber & co.: encher a cidade de bicicletas sem autorização para conseguir liquidez e ser a primeira a estabelecer-se no mercado. Ou seja, tornar-se omnipresente para depois negociar com os poderes públicos.
À medida que a Google se está a tornar no ponto de contato central na área dos transportes e mapas (reserva de voos com o Google Flights, pesquisa de rotas através do Google Maps…) e recolhe uma quantidade, cada vez maior, de dados, os players instalados vêem-se forçados a cooperar para se tornarem mais competitivos.
A cooperação é o caminho certo para as organizações tradicionais: partilhar dados irá ajudá-las a combater de igual para igual com a Google e, quiçá, atrasar a mesma intermediação que aconteceu no caso dos hotéis e da indústria das viagens.
Qualquer grande empresa de tecnologia (especialmente a Google, Apple, Microsoft e Amazon) concorre na construção de uma assistente virtual alimentada por inteligência artificial.
A Amazon e a Microsoft anunciaram que as respetivas assistentes virtuais vão ser capazes de comunicar entre si para responder a questões. A Alexa (Amazon) será capaz de solicitar à Cortana (Microsoft) que responda a uma tarefa quando esta for mais eficiente (para encontrar informações no calendário outlook, por exemplo).
É provável que o futuro das assistentes virtuais passe por uma ligação a dispositivos (a Siri ao iPhone, a Cortana ao PC…) e que sejam capazes de comunicar umas com as outras, de forma fluída, sempre que uma estiver em melhor posição que outra para responder aos utilizadores.
Será que a Google e a Apple vão juntar-se a esta parceria? A Apple não tem interesse em fazê-lo, dado que vai utilizar a Siri para promover a sua coluna inteligente, HomePod. Quanto à Google, não vemos motivo para a Amazon permitir que a Google capte mais dados do que aqueles que já possui e dar-lhe a oportunidade de tornar o Google Home mais eficiente. Nem à Apple, nem a Google quiseram comentar esta questão.
No âmbito das assistentes virtuais, sugerimos que espreite a última análise (em francês) da FABERNOVEL ao Amazon Echo Show.
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