A Uber está a transformar-se numa plataforma de transportes multimodal. Agora, para além do ride-sharing, vai permitir aos utilizadores aceder a múltiplos meios de transporte, incluindo bike-sharing (Uber Bike), aluguer de automóveis peer-to-peer (Uber Rent) e transportes públicos.
A introdução de novas opções de transporte concretizou-se com a aquisição da Jump, uma startup de bike-sharing, e com a criação de duas novas parcerias-chave, com a Getaround (partilha de automóveis peer-to-peer) e com a Masabi (bilheteira mobile que inclui 30 empresas de transportes públicos).
Este é um sinal claro de como a Uber está a evoluir: quer conquistar uma fatia de todas as deslocações que são feitas nas cidades, mesmo aquelas que são realizadas através de terceiros. Isto permite-lhe não só captar mais receitas, como também conquistar novos utilizadores/clientes e ir ao encontro das suas necessidades de mobilidade.
O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, deixou pistas de que é possível que a Uber venha a posicionar-se como um marketplace para prestadores de serviços de mobilidade terceiros.
O objetivo? beneficiar das transações que ocorrem fora da sua app e criar uma plataforma com maior valor de utilidade que permite o planeamento e reserva de viagens multimodais – e que pode ser uma solução win-win para a Uber e para os seus parceiros.
Desta forma, a Uber pode vir a torna-se mais competitiva em relação a outros players concorrentes, com ofertas mobility-as-a-service e que também estão a alargar os seus portefólios de serviços (Didi Chuxing, Grab, Ola).
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