Durante campanhas eleitorais, alguns dos políticos, governantes e comentadores têm utilizado (ainda pouco) o termo “competitividade digital”. Sinal de que começa, finalmente, a emergir a consciência de que a digitalização dos negócios é fundamental para a competitividade das organizações, do país e até para o continente europeu (que está “entalado” entre os gigantes americanos e chineses).
Desde 1984, que um dos mais reputados futurologistas, Nicholas Negroponte, antecipou essa vaga, numa apresentação no TED com os risos incrédulos da plateia. Em 1995, volta ao tema no livro Ser Digital.
“Tal como a força da natureza, a Era digital não pode ser negada, nem parada. É suportada por quatro qualidades poderosas que triunfarão: descentralização, globalização, harmonia e potenciar o conhecimento”.
Nicholas Negroponte
A onda é hoje um tsunami ao qual alguns tentam resistir, classificando Elon Musk de louco e antecipando a falência das suas inovadoras empresas Tesla, SpaceX, The Boring Company, Hyperloop e Neuralink. E fazem estas afirmações sustentados pelo conhecimento (ultrapassado), como é o caso de Bob Lutz, ex-Vice-Presidente da GM, que por várias vez projetou a “morte súbita” da Tesla, não entendendo a sua “magia”.
Ao longo dos anos, a Instinct forjou uma convicção: Seja qual for o seu negócio, a sua empresa é uma empresa de software.
Conhecer melhor os consumidores e a forma como interagem com os produtos e serviços, através dos dados, permite inovar permanentemente. O suporte dos negócios em plataformas digitais tornou-se fundamental para garantir a competitividade, conhecendo melhor os consumidores, a forma como interagem com os produtos e serviços e inovar permanentemente.
Hoje, os concorrentes não são só os concorrentes habituais, mas as novas startups e as empresas gigantes da nova economia, não só ocidentais, como também asiáticas, cada vez mais rápidas e inovadoras do que as suas homólogas ocidentais, como é o caso da Super App do sudoeste asiático Grab, quando a comparamos com a Uber.
A competitividade digital não se mede pelo investimento em euros em tecnologia, mas sim pela distribuição de conhecimento e formação contínua de talentos, de forma a descodificar os novos desafios dos negócios.
Pois, ainda são as pessoas que gerem e tomam as decisões nas empresas e nos Estados. Mas, não faltará muito para que a Inteligência Artificial faça parte do nosso dia-a-dia… 😉
A aposta na competitividade digital sugere também novas formas de avaliação das equipas. Como conseguem assimilar informação, redesenhar o negócio atual, criar novos negócios, passando rapidamente da leitura do mundo à passagem à prática – Learn by doing – que em bom português pode ser traduzido por “mãos na massa”.
“Aprender é uma experiência, tudo o resto é informação.”
Albert Einstein
O desenvolvimento do conhecimento em contínuo faz parte do ADN das empresas líderes da nova economia e explica a sua elevada competitividade (digital) em várias indústrias.
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