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Big Tech: Monopólio ou talvez não?

As Big Tech são monopólios e precisam de ser partidos”. Esta tem sido uma das afirmações recorrentes de vários lobbies, que levaram os políticos e reguladores a analisar os mercados e a atuação das Big Tech.

Mas, ao longo dos anos, os políticos sempre tiveram muita dificuldade em entender as Big Tech, por exemplo, nas audições no congresso americano. Em algumas audições, muitos políticos mostravam desconhecimento sobre as estratégias, produtos, serviços e modelos de negócio destas empresas e foram várias as gafes e até elogios, quase involuntários, provocados pela boa experiência na utilização. 

O foco nas Big Tech intensificou-se e os políticos começaram a estudar e entender melhor estas empresas, tentando provar que algumas destas empresas são monopolistas e que abusam das suas posições dominantes.

Muito se tem dito e escrito sobre estes aparentes monopólios. Nicolas Petit, Professor de Direito na European University Institute (EUI), escreveu o interessante livro Big Tech and The Digital Economy: The Moligopoly Scenario, onde analisa estas empresas e a sua atuação.

Em resumo (e spoiler), a conclusão é: “A ideia de que as big tech são monopólios é intuitivamente atrativa, mas analiticamente errada… as Big Tech não têm uma vida fácil” (como seria de esperar num cenário de monopólio).

Se acompanha o nosso The Big Ones, certamente entende a enorme competitividade que existe entre as Big Tech. Muitas startups desafiam estas gigantes neste feroz ambiente de concorrência e, tal como  David contra Golias, algumas também se tornam gigantes.

Livro Big Tech and the Digital Economy de Nicolas Petit

Dito isto, não quer dizer que não haja necessidade de regular. Mas, os reguladores são lentos e, no caso das Big Tech, há uma maior complexidade na análise das novidades e permanentes inovações neste mercados.

Nicolas Petit deixa no seu livro vários argumentos de defesa para as Big Tech, que serão muito úteis aos advogados destas empresas.

Fica como recomendação de leitura este interessante livro Big Tech & the Digital Economy: The Moligopoly Scenario.

Nuno Ribeiro

Managing Partner da agência de inovação Instinct. Foi Portugal General Manager da agência de inovação FABERNOVEL (2012 a 2022), diretor da unidade de negócio multimédia do grupo Global Media (2008 a 2012), diretor da unidade de negócios de Internet do grupo Cofina Media (1999 a 2008) e consultor do secretário de Estado da Comunicação Social para a área digital (1997 a 2002). Em paralelo com a atividade profissional foi docente, coordenador de programas executivos e pós-graduações nas Universidades: Católica-Lisbon, Europeia, ISEG e Lusófona (2001 a 2016). Colaborou com artigos de opinião e comentador, sobre temas de inovação, transformação digital e nova economia nos media: Visão, Diário de Notícias, Meios & Publicidade e Económico TV. 
Autor do livro Gerir na Era Digital (2011). É licenciado em Economia pela Católica-Lisbon, onde também concluiu o curso avançado Gestão de empresas tecnológicas e uma pós-graduação em Media e Entretenimento.

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