Brincar é o melhor remédio para inovar

O que podemos aprender com as crianças para inovar nos negócios? Algumas das respostas estão nesta TED Talk de Tim Brown, atualmente presidente executivo da IDEO.

Foi durante a conferência Serious Play, em 2008, que fala sobre a poderosa relação entre pensamento criativo e jogo, explicando que, à medida que envelhecemos, tendemos a esquecer a importância de sermos brincalhões e ficamos condicionados pelas normas sociais do que é aceitável e do que não é.

Segundo Tim Brown, o principal motivo para essa limitação pode ser o medo do julgamento dos nossos colegas, que nos inibe e muitas vezes nos impede de arriscar. O medo leva-nos a ser excessivamente conservadores e a conter as nossas “ideias loucas”. Como adultos, tornamo-nos excessivamente sensíveis à opinião dos outros, perdemos um pouco da nossa liberdade.

Já na mente livre e sem preconceitos de uma criança, existem infinitas possibilidades. Na talk, Tim aborda alguns comportamentos que aprendemos quando somos crianças, mas que tendemos a perder com o tempo.
Tirar as pessoas do seu processo normal de raciocínio e fazê-las esquecer os seus “comportamentos adultos” pode levar a ideias melhores. Ao contrário do que o senso comum pode induzir, e como relembra Tim Brown, brincar não é uma anarquia. Existem regras, especialmente para jogos em grupo. Brincar também envolve negociação. Existem regras sobre como e quando brincar. Não se brinca o tempo todo – precisamos de aprender a fazer a transição para dentro e para fora da brincadeira.

Quer seja designer, médico, investigador ou professor – cada situação é diferente – a ideia de brincar pode ser introduzida na sua organização beneficiando colaboradores, pacientes ou estudantes, não apenas em termos de produtividade, mas também fazendo com que as pessoas se sintam melhor.

Voltando ao cerne da questão, as crianças que se sentem mais seguras no seu ambiente são as que sentem mais liberdade para brincar. Então, as empresas não deveriam criar os ambientes mais seguros que incentivam a liberdade, a criatividade, o risco… e até mesmo a brincadeira?

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Laissa Ferreira
Apaixonada por criar conexões e aprender com elas, acredito que moldar a tecnologia é moldar o futuro.
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