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Cleo Abram What We Get Wrong About AI

A revolução (imprevisível) da Inteligência Artificial

Este tema não é novidade para ninguém… mas, a cada dia que passa, torna-se cada vez mais relevante discuti-lo e desmistificá-lo. A Inteligência Artificial (AI) está a “moldar” por completo o nosso futuro. Líderes da indústria da tecnologia estão a tomar medidas quanto ao seu impacto transformador na nossa sociedade.

Neste vídeo de Cleo Abram, uma videojornalista independente que explica tecnologia de forma leve e otimista, ouvimos vozes influentes como Eric Schmidt, ex-CEO da Google, partilharem as suas visões reveladoras sobre o potencial e os riscos da AI e, ao mesmo tempo, a sua imprevisibilidade.

O que é a AI afinal? Essencialmente, é a capacidade de máquinas aprenderem e tomarem decisões de forma semelhante aos humanos, através de técnicas de “machine learning”. Um marco decisivo foi quando o sistema AlphaZero da DeepMind derrotou um computador tradicional a jogar xadrez. Não por seguir regras previamente programadas por humanos, mas por observar jogos e aprender a vencer por si mesmo, criando as suas próprias estratégias e táticas de jogo. Como Eric Schmidt explica:

Antes daquele momento, todo o jogo era feito algoritmicamente. Mover a peça para aqui, avaliar isto, fazer os cálculos daquilo… (o AlphaZero) não compreendia os princípios do que era uma torre ou um peão e por aí fora, apenas sabia como jogar porque observou jogos suficientes e aprendeu a vencer. Podemos pensar nisto como uma mudança de algoritmos para aprendizagem. Para mim, isso foi um grande avanço.

Eric Schmidt AlphaZero
Eric Schmidt, ex-CEO da Google

O crescimento exponencial da capacidade computacional para treinar modelos de AI, impulsionado pela transição de CPU (em inglês, Central Processing Unit) para GPU (em inglês, Graphics Processing Unit), foi chave para se dar este salto. Em 2009, passamos de um processamento sequencial com os CPUs, para um processamento em paralelo, cada vez mais poderoso, com os GPUs.

Mas, para além de promissor, o poder da AI traz preocupações… Líderes como Bill Gates e Sam Altman assinaram recentemente uma declaração, equiparando os riscos da AI à ameaça de pandemias e guerras nucleares. A razão? É essencialmente a velha história do génio da lâmpada, do aprendiz de feiticeiro ou do Rei Midas: “tu obténs exatamente o que pedes, não o que queres”. Ou seja, um AI extremamente avançado pode otimizar demasiado uma tarefa específica, ignorando as consequências indesejadas que dela advêm. Vou poupar-lhe os spoilers, no vídeo pode descobrir o cenário hipotético que exemplifica este fenómeno. 🤐

Declaração sobre os riscos da AI
Declaração sobre os riscos da AI

No entanto, a AI também promete avanços científicos revolucionários. O caso do AlphaFold, que previu estruturas 3D de milhões de proteínas em apenas dias, é um exemplo comovente de como a AI pode impulsionar descobertas transformadoras na área da saúde. 🧬

Embora o medo de uma “revolução das máquinas” contra o ser humano persista, Eric Schmidt afirma ser contra fazer-se uma pausa no desenvolvimento de AI. O argumento é que seria dar espaço para concorrentes de outros países, como a China, para assumirem esta frente. Potencialmente criando modelos de AI com valores autoritários, ao contrário dos valores liberais que os EUA procuram incorporar.

No fim, como o vídeo sugere metaforicamente, a AI expõe-nos ao “dilema do comboio” (em inglês, trolley problem): seguir o caminho convencional ou arriscar um futuro potencialmente revolucionário, mas incerto? À medida que exploramos as “infinitas” aplicações da AI na música, nas notícias, na robótica e em muito mais, uma coisa é certa: a AI está reinventar a nossa realidade.

“What We Get Wrong About AI (feat. former Google CEO)” de Cleo Abram está no YouTube e explora os detalhes fascinantes por trás desta revolução tecnológica imprevisível.