Política nos media sociais… e inovação nos modelos de governo

Se os Media foram o quarto poder, hoje não há dúvidas que as empresas tecnológicas são o quinto poder, com particular destaque para os Media Sociais que são, hoje, o local privilegiado da opinião pública para se informar, partilhar e comentar. Para os Media, estas plataformas são uma alavanca de audiência, para as marcas, uma ferramenta de envolvimento com os seus consumidores e para os políticos, um novo espaço de partilha das suas ideologias e demagogia…

Barack Obama foi talvez dos primeiros políticos no mundo a entender o poder da Internet e dos Media Sociais e a inovar na sua comunicação, foi talvez isso que lhe permitiu chegar à presidência dos Estados Unidos.

Os Media Sociais perceberam, com alguns acontecimentos sociais, a sua importância e influência na definição do novo mundo e reforçaram a forma como passaram a lidar com a política.

Com a atual campanha presidencial nos Estados Unidos, o Facebook está a aproveitar a sua plataforma de streaming Facebook Live para fazer a cobertura das convenções dos partidos Democrata e Republicano, patrocinando (financeiramente) e concorrendo com as estações de TV, mas o jogo do inimigo / amigo com os Media faz parte do modus operandis do Facebook, que fez uma parceria com 21 organizações de media para utilizarem o Facebook Lounge (um estúdio para transmissões em direto).

Mas, o Facebook não é o único media social a fazer estas transmissões. A Google, através do YouTube, fará a transmissão em vídeo 360º e o Twitter fez uma parceria com a CBS News com o mesmo objetivo.

Será interessante comparar a audiência das convenções nas estações de televisão com a audiência nos media sociais…

A importância que a indústria das tecnologias tem ganho globalmente tem tornado os seus líderes cada vez mais relevantes, pois são empreendedores e gestores que inspiram muitas pessoas em todo o mundo, tornaram-se, por isso, influenciadores de peso.
Sem se perceber qual o principal objetivo, talvez chamar a atenção e conseguir mais “tempo de antena”, o candidato republicano Donald Trump abriu hostilidades com algumas empresas tecnológicas e alguns dos seus líderes, como foram os casos com a Apple e com Jeff Bezos da Amazon.

E algumas destas posições e atitudes do candidato republicano motivaram mais de 100 personalidades do setor tecnológico a escrever uma carta aberta contra Donal Trump, entre os quais Marc Bodnick, co-fundador da Elevation Partners, Stewart Butterfield, co-fundador e CEO do Slack, e Aaron Levie, co-fundador e CEO da Box.

Mas, nem todos expressam publicamente o seu sentido de voto, como é o caso do CEO da Cisco, Chuck Robbins, que em entrevista à Bloomberg esta semana preferiu adotar uma posição neutral e não dizer qual o partido ou candidato que apoia (minuto 30:05).

E porque não mudar a forma de gerir os países e os planetas? A ideia não surgiu de um político, mas sim de um líder da nova economia. Elon Musk pretende colonizar o planeta Marte e, por lá, implementar um novo modelo de governação: a democracia direta, ou seja, voto em tempo real para as decisões e desta forma reduzir a corrupção (e os custos associados à governação)… É o fim dos políticos e dos partidos políticos? Talvez não, mas promete ser disruptivo e se Elon Musk fizer uma campanha mundial a promover este modelo de governo é bem possível que consiga maioria absoluta, mesmo no planeta Terra.

Veja a explicação de Elon Musk sobre este modelo de governo e imagine que a Democracia Marciana era aplicada no nosso planeta… 🙂