Saúde: Uma grande aposta das tecnológicas

Os fundadores da Google, Larry Page e Sergey Brin, sempre foram algo obcecados pela área da saúde e estão a investir fortemente no domínio das ciência da vida e em tecnologia dedicada a este setor, através de empresas como a Calico, Verily e da GV (anteriormente Google Ventures).

Um dos projetos futuristas a decorrer no laboratório semi-secreto Google X, baseia-se em nanopartículas que se ligam a células cancerígenas e outros biomarcadores, permitindo detetar doenças, como o cancro, assim que se manifestam.

Larry Page, entrevistado por Charlie Rose, no TED 2014, defendeu um debate público sobre as questões da privacidade e segurança de dados, lembrando os benefícios de partilhar, anonimamente, com investigadores os dados médicos de cada um.

A Apple também está cada vez mais focada na área da saúde (HealthKitResearchKit, CareKit e desenvolvendo parcerias com hospitais para uso do Apple Watch) e os dispositivos iPhone e Apple Watch pela sua utilização diária permitem recolha de dados biométricos em tempo real.

O vice-presidente de Marketing da Apple, Phil Schiller,  juntou-se, recentemente, aos quadros da Illumina, a empresa mais importante na indústria das ciências da vida – produz cerca de 90% dos supercomputadores utilizados para a sequenciação de genes.

Estes equipamentos são utilizados, por exemplo, pela 23andMe, fornecedora de testes genéticos financiada pela Google e uma das parceiras da Apple. A empresa permite que os seus clientes partilhem dados genéticos no iPhone para a condução de estudos médicos, como já aconteceu com a App MyHeart Counts.

A Color Genomics, criada por antigos programadores da Google e do Twitter, tem o mesmo objetivo de democratizar o acesso a testes genéticos, sendo que, quando foi lançada, conseguiu um financiamento de 15 milhões de dólares.

Já a startup chinesa iCarbonX está a utilizar o ADN como componente para conceber um avatar online que sirva para fazer testes simples, analisar dados e fazer recomendações de programas de bem-estar. A empresa já captou 200 milhões de dólares de investidores, incluindo a gigante chinesa da Internet Tencent.

Outras gigantes chinesas também estão nesta corrida, tendo feito investimentos avultados na indústria de saúde mobile. A Alibaba, por exemplo, desenvolveu o programa “Hospital do Futuro” e uma farmácia online, através do Alipay, e a Baidu tem uma divisão exclusivamente para o sector dos cuidados de saúde mobile, tendo criado parcerias com hospitais e soluções como a “Baidu Doctor App”.

A inteligência artificial será também aplicada nas ciências médicas. A divisão de deep learning da Baidu, por exemplo, nasceu o AskADoctor, uma espécie de assistente virtual capaz de fazer diagnósticos depois de conhecer os sintomas dos utilizadores.

Créditos da imagem em destaque: iCarbonX