AccorHotels: novos hábitos de habitação, novo modelo de negócio

A AccorHotels foi das cadeias hoteleiras que melhor reagiu à entrada de novos players digitais. Apostou num modelo de Open Innovation na sua plataforma de reservas, abrindo-a  a outros hotéis, o que lhe permitiu ganhar um maior conhecimento sobre o mercado e posicionar-se como um sério concorrente ao Booking. Agora, prepara-se para captar novas receitas de negócio com uma marca criada para corresponder aos novos hábitos de habitação.

Jo&Joe nasceu no laboratório de Marketing e Inovação da Accor e assenta no conceito de co-living, posicionando-se como uma alternativa ao Airbnb. A cadeia planeia abrir 50 Open Houses, em destinos populares entre os millennials, que serão um misto entre o arrendamento privado, hostels e hotéis (espaços de alojamento privados, partilhados e alternativos – como uma caravana ou uma rede – e áreas comuns).
As áreas comuns são de livre acesso a clientes e a residentes locais, fomentando-se o contacto com a comunidade que o Airbnb também tem estado a impulsionar, através de concertos, aulas de Yoga ou workshops “Do-it-yourself”.

Dentro do mesmo registo colaborativo, a Accor desenvolveu uma App que conecta residentes da cidade, staff e hóspedes, promovendo a criação de eventos e a partilha de dicas. Desta forma, poderá acompanhar o customer journey e extrair insights relevantes para ir melhorando a experiência do utilizador.

Os nómadas urbanos procuram espaços que ofereçam maior conectividade, mais serviços; que sirvam multi-propósitos (necessidades individuais, colectivas, da comunidade ou até mesmo profissionais); que sejam modulares (adaptados às necessidades e hábitos dos utilizadores) e flexíveis (para promover a partilha e a troca).

“It’s foolish and irresponsible to fight against the sharing economy. [The hotel industry has] an obligation to be bold” – CEO da AccorHotels, Sebastien Bazin, in Skift.

Previamente, a Accor investiu no negócio de “home sharing” com a adquisição, por 168  milhões de dólares, da Onefinestay, uma startup que se dedica ao arredamento de curto prazo de casas privadas no segmento de luxo, tendo investido  também noutras startups com modelos de alojamento alternativos, como a Oasis (anterior Oasis Collections) e a Squarebreak.

Desenvolver novos produtos e serviços de sucesso na nova economia implica, para muitas empresas, uma transformação radical nos seus modelos de gestão e operação, pelo que a aquisição de empresas que já têm esse ADN pode ajudar as grandes organizações a entender e interiorizar mais rapidamente esses modelos.

INSTINCT

Fundada em 2012, em Lisboa, a Instinct foi uma das primeiras agências de inovação em Portugal. Inspirada pelas empresas líderes na nova economia e com uma abordagem customer-centric, a Instinct ajuda as empresas a mudar o foco: Conhecer os clientes antes da estratégia, pensar numa solução antes da tecnologia e, sobretudo, testar antes de investir. Da consultoria, passando pelo design, pela tecnologia e pela comunicação, a Instinct ajuda as grandes empresas a executar a sua melhor versão de futuro. E-mail: hello@instinct.pt

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