Entretenimento no automóvel: A nova batalha dos media

  • A mobilidade através do automóvel está a sofrer uma tripla transformação: on-demand; elétrica e autónoma. Esta é uma oportunidade para  a indústria de Media e Entretenimento repensar a experiência e criar novos serviços com valor de utilidade para o utilizador.
  • A Uber está já a posicionar-se para monopolizar o tempo dos clientes passado em trajetos, transformando a sua App num marketplace de conteúdos. Com este “Cavalo de Tróia”, prepara-se para rentabilizar a atenção dos utilizadores, “vendendo-a” às empresas suas clientes.

A chegada de players com ofertas on-demand e assentes na economia da partilha, como a Uber ou a Didi Chuxing, a relação do utilizador com os transportes e em particular o automóvel, está a ser alterada. Esta é uma oportunidade para a indústria de Media e Entretenimento repensar a integração dos serviços tradicionais do carro com estas novas propostas de valor; e de criar novos serviços com valor de utilidade para o utilizador, assentes no facto de que todo o ecossistema do automóvel vai estar conectado.

À medida que caminhamos para os automóveis autoguiados, é relevante repensar a experiência de mobilidade e captar a atenção dos utilizadores, tendo em conta que os media se tornarão concorrentes diretos de distribuidores de conteúdos como o Youtube, Netflix e de consolas de jogos ou livros.

A Uber está claramente a posicionar-se para monopolizar o tempo dos clientes nos seus trajetos, transformando a sua App num marketplace de conteúdos personalizados e premium. Tal deixa antever potenciais parcerias com o Netflix ou com o Spotify, por exemplo.

Com este “Cavalo de Tróia”, prepara-se para rentabilizar a atenção dos utilizadores, “vendendo-a” às empresas suas clientes e terá possibilidade de fazer sugestões com base na localização dos utilizadores e de, futuramente, integrar publicidade segmentada.

Através do Trip Experiences, a Uber vai integrar aplicações de terceiros para fornecer informações adicionais sobre um destino específico para onde os clientes se dirigem; conteúdos de entretenimento; ou fazer reservas em hotéis, por exemplo.

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A experiência que a Uber se prepara para oferecer converge com a inovação no entretenimento no carro trazida pelos carros autoguiados. O carro de amanhã será uma extensão da sala ou um escritório, sendo um conceito que várias empresas de mobilidade já estão a explorar, como é o caso da Mercedes ou da Volvo.

Hoje, os smartphones são um dos componentes mais relevantes no entretenimento no carro, mas, no futuro, talvez sejam os dispositivos de realidade virtual e aumentada o centro das atenções.

Já pensou que novos serviços com valor de utilidade poderá a sua empresa criar num mundo em que tudo está conectado? 🙂

Créditos de imagem: IDEO

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