A biotecnologia está a permitir enriquecer consideravelmente, e em contínuo, o conhecimento sobre o funcionamento do corpo humano. E uma nova “vaga” de sensores ingeríveis pode vir a ter um papel central ao nível da recolha de dados e do desempenho de diferentes tarefas, como intervenções cirúrgicas.
Exemplo disso, é o sensor gastrointestinal que o MIT desenvolveu, que consegue resistir ativo durante 2 dias dentro do estômago, monitorizando a actividade do aparelho digestivo.
Este tipo de desenvolvimentos ao nível da monitorização remota são cada vez mais relevantes para a medicina, pois fornecem aos profissionais de saúde novas formas de recolher e analisar dados dos pacientes. Através deste sensor os médicos podem ter uma visão sobre a alimentação do paciente, eficácia de medicamentos e identificar distúrbios digestivos.
Outro tipo de cápsulas ingeríveis estão a ser testadas para transportar robôs “origami”, que podem dobrar-se ou desdobrar-se, mudando de formato e tamanho. Assim que chegam ao estômago, estes robôs são controlados, a partir do exterior, para realizar intervenções cirúrgicas, transportar medicamentos ou remover objetos engolidos acidentalmente, por exemplo.
Estes tipo de mecanismos, aliados à inteligência artificial, podem conduzir a medicina a um nível de precisão sem precedentes, permitindo aos profissionais de saúde antecipar a evolução de uma patologia face a determinado tratamento. Caminhamos, sem dúvida, para uma medicina personalizada, mais poderosa e preditiva.
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