É do senso comum que a confiança é a base de todas as relações humanas, desde encontros fortuitos a amizades ou a relacionamentos íntimos, tornando possível todas as conexões que temos uns com os outros. Também não é novidade que a confiança é um capital de valor fundamental para a sociedade e onde há mais confiança é mais fácil realizar projetos, negócios ou iniciativas sociais.
Rachel Botsman lança o conceito de “Confiança distribuída” em que, por um lado, podemos ter perdido a confiança em instituições ou em líderes, mas, por outro, milhões de pessoas viajam em carros conduzido por um estranho, trocam moedas digitais ou confiam num bot.
Para entender rapidamente a evolução do conceito de confiança ao longo dos anos e a importância dessa evolução no surgimento de novos modelos de negócio da nova economia, recomendo esta Ted Talk:
No passado, a confiança ou desconfiança eram estabelecidas naturalmente porque os negócios eram conduzidos por indivíduos que se conheciam em meios pequenos. Com as migrações para as grandes cidades surge a confiança nos sistemas de autoridade tornando-se, então, institucional.
No mundo global de hoje, as pessoas são obrigadas a interagir com estranhos (um tema que vale a pena relembrar) e, como resultado, a confiança já não é estabelecida como era antes.
Co-criadora do primeiro MBA sobre Economia Colaborativa e Confiança na Era Digital na Universidade de Oxford, Rachel Botsman descreve a confiança como “um relacionamento confiante com o desconhecido” no qual a tecnologia desempenha o papel principal.
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