We Love

Uma nova sociedade: menos confiança nas instituições e mais em estranhos

É do senso comum que a confiança é a base de todas as relações humanas, desde encontros fortuitos a amizades ou a relacionamentos íntimos, tornando possível todas as conexões que temos uns com os outros. Também não é novidade que a confiança é um capital de valor fundamental para a sociedade e onde há mais confiança é mais fácil realizar projetos, negócios ou iniciativas sociais.

Rachel Botsman, investigadora especializada em confiança, tem vindo a explorar como a era digital está a revolucionar a confiança humana. No livro “Em quem podemos confiar? – Como a tecnologia nos aproximou e porque nos poderá afastar” (2016) explica que as instituições estão a viver o seu mínimo histórico de confiança, mas que isto não significa que estamos a viver uma crise de confiança, antes pelo contrário.

Rachel Botsman lança o conceito de “Confiança distribuída” em que, por um lado, podemos ter perdido a confiança em instituições ou em líderes, mas, por outro, milhões de pessoas viajam em carros conduzido por um estranho, trocam moedas digitais ou confiam num bot.

 

 

Para entender rapidamente a evolução do conceito de confiança ao longo dos anos e a importância dessa evolução no surgimento de novos modelos de negócio da nova economia, recomendo esta Ted Talk:

 

No passado, a confiança ou desconfiança eram estabelecidas naturalmente porque os negócios eram conduzidos por indivíduos que se conheciam em meios pequenos. Com as migrações para as grandes cidades surge a confiança nos sistemas de autoridade tornando-se, então, institucional.

No mundo global de hoje, as pessoas são obrigadas a interagir com estranhos (um tema que vale a pena relembrar) e, como resultado, a confiança já não é estabelecida como era antes.

Co-criadora do primeiro MBA sobre Economia Colaborativa e Confiança na Era Digital na Universidade de Oxford, Rachel Botsman descreve a confiança como “um relacionamento confiante com o desconhecido” no qual a tecnologia desempenha o papel principal.

 

INSTINCT

Fundada em 2012, em Lisboa, a Instinct foi uma das primeiras agências de inovação em Portugal. Inspirada pelas empresas líderes na nova economia e com uma abordagem customer-centric, a Instinct ajuda as empresas a mudar o foco: Conhecer os clientes antes da estratégia, pensar numa solução antes da tecnologia e, sobretudo, testar antes de investir. Da consultoria, passando pelo design, pela tecnologia e pela comunicação, a Instinct ajuda as grandes empresas a executar a sua melhor versão de futuro. E-mail: hello@instinct.pt

Recent Posts

Clucky: um despertador que não deixa adiar

A Clucky é uma aplicação de despertador que obriga o utilizador a completar desafios para…

6 horas ago

OpenAI apresenta dots, os seus novos agentes de AI

Google apresenta Gemini 4 e leva criação visual ao Workspace | Amazon usa AI para…

1 dia ago

Resumo da semana: 28 de setembro a 02 de outubro

O resumo da semana do SuperToast, 100% gerado por AI.

4 dias ago

Gemini Spark entra no Google Photos

Robotáxis da Zoox chegam ao aeroporto de Las Vegas | Adobe compra startup indiana de…

4 dias ago

U1: um robô para combater a solidão

A UBTECH apresentou um robô humanoide criado para fazer companhia a pessoas que vivem sozinhas.…

5 dias ago

“Always remember, your focus determines your reality.”

George Lucas, cineasta, argumentista e produtor norte-americano

5 dias ago