Inteligência artificial: Baidu segue passos dos GAFA

A inteligência artificial (IA) é uma das grandes promessas do futuro e uma área que tem assistido a um desenvolvimento galopante, nos últimos anos. Todas as grandes tecnológicas – Google, Microsoft, Apple, IBM, Amazon, Facebook – estão a investir em tecnologias nesta área, como forma de melhorar os seus produtos ou criar novos – o que terá impacto em todas as indústrias (publicidade, agricultura, retalho, educação, transportes, logística, etc).

A IA é o grande candidato a ser o próximo driver de crescimento da Internet e a Baidu quer capitalizar essa oportunidade e criar novos negócios ligados à Internet of Things e condução autónoma. O mais pequeno dos três gigantes de Internet chineses (a seguir à Tencent e Alibaba) prepara-se para desenvolver, em parceria com a Nvidia Corp., gadgets baseados em reconhecimento de voz. O sucesso do Amazon Echo levou Google e Samsung a criarem produtos semelhantes (Google Home e Scoop) e a Baidu está também a tentar replicar o sucesso da Amazon. Sempre que um dos GAFA (Google, Apple, Facebook, Amazon) aposta em determinada tecnologia, a tendência é para que outros os sigam, pois estes são market makers.

A Baidu e a Nvidia vão também desenvolver uma plataforma para carros e táxis auto-guiados.

Quais as vantagens da gigante da Internet em relação a empresas como a Apple ou a Google? Durante mais de uma década, a Baidu apostou em tecnologia de ponta para criar mapas de alta definição a pensar na mobilidade autónoma e irá beneficiar do apoio/aceitação dos carros auto-guiados por parte do governo chinês, usufruindo de uma zona controlada para fazer testes. Também na Califórnia já recebeu luz verde para testar este tipo de veículos.

Tal como outras gigantes tecnológicas, que têm investido fortemente na IA e, muitas vezes, corrido atrás da aquisição de startups especialistas nesta área, a Baidu tem apostado, nos últimos 5/6 anos, em tecnologias de reconhecimento de imagem e visão computacional, tendo, algumas vezes, superado a Google, por exemplo.

Com a voz e a imagem a serem as grandes candidatas a próximas plataformas, o negócio da pesquisa também será transformado. Segundo o CEO da Baidu, Robin Li, cerca de metade das pesquisas na Baidu passarão a ser feitas por voz e imagem, nos próximos cinco anos.

Sebastian Thrun (fundador da Udacity e Google X), partilhou, durante a Sun Valley Conference deste ano, a ideia de que as tecnologias de inteligência artificial serão capazes de transformar os nossos cérebros em super cérebros, tornando os humanos mais eficientes, e falou sobre os impactos que esta terá em diferentes indústrias, nomeadamente na educação e transportes.

Para terminar esta Morning Toast, quem é que disse que a inteligência artificial não pode também desempenhar “tarefas criativas”? Cientistas do IBM Research, em colaboração com a 20th Century Fox, criaram o primeiro trailer cognitivo para o filme de ficção científica “Morgan”.