Sob a liderança de Jeff Bezos, a “fórmula mágica” aplicada pelo Washington Post é inspiradora para qualquer empresa de Media. Mas New York Times (NYT) também o é: a empresa está a fazer a maior mudança estratégica de sempre na sua história, tornando as subscrições digitais (que atingiram os 1,85 milhões de subscritores) no seu maior motor de receitas.
O plano inspira-se na estratégia do Netflix: investir afincadamente numa oferta central (conteúdos, com uma grande aposta em diferentes formatos digitais) em torno da qual são criados novos serviços e funcionalidades (conselhos de fitness personalizados, novos bots interativos, filmes em realidade virtual, etc.).
Aqui ficam alguns pontes relevantes da estratégia do NYT:
“Working hour by hour, day by day, with software developers and designers and product managers—to me that was a real revolution, a kind of epiphany (…) This is standard operating procedure in Silicon Valley, but it was radical here.” – Clifford Levy, jornalista do NYT, in Wired.
Partindo do seu core business, o NYT está a criar valor através de novos serviços. O grupo Beta desenvolveu as Apps ligadas à culinária (Cooking) e passatempos (Crossword) e está a trabalhar noutros três projetos: uma App de imobiliário (Real Estate); um blog de fitness e bem-estar (Well) que a empresa quer transformar num conjunto de treinos personalizados e de aconselhamento; e um vertical (Watching) dedicado a recomendações na área de TV e filmes.
Depois de uma experiência bem sucedida com o envio de mensagens de texto sobre os jogos olímpicos (com um toque humorístico) às quais receberam milhares de respostas, a empresa introduziu tecnologia de inteligência artificial durante as eleições norte-americanas para criar um maior envolvimento com a audiência (criou um chatbot no Facebook Messenger com updates diários).
O NYT criou também uma parceria com a Google, tendo criado uma App de realidade virtual (descarregada 1 milhão de vezes) e enviando Google Cardboards aos 1,1 milhões de subscritores da edição impressa, oferecendo uma nova experiência. Através desta App já disponibilizaram 16 filmes originais sobre diferentes tópicos.
Em 2010, o Times captou 200 milhões de dólares em receitas de Digital, a quase totalidade proveniente da publicidade. No ano passado mais do que duplicou essas receitas para perto de 500 milhões de dólares, sendo a maioria originárias de subscrições digitais (a receita de Digital do Washington Post, de Jeff Bezos, foi de perto de 60 milhões de dólares no ano passado, mas o Post conseguiu ultrapassar o NYT no número de visitantes únicos). A meta, agora, é chegar a uma receita total de Digital de 800 milhões de dólares, em 2020.
Para isso, a empresa tem feito um investimento agressivo no seu portfólio digital através de:
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