Artigo de François Truong, senior change marker no FABERNOVEL
Contrariamente ao que se diz nos artigos da imprensa, o Design Thinking não resolve todos os problemas. Contudo, esta metodologia de inovação centrada no utilizador e o seu contexto podem mudar completamente a visão que tem sobre a sua empresa.
Voltemos um pouco atrás. O Design Thinking teve origem nos anos de 1950 com a invenção do brainstorming pelo publicitário americano Alex Faickney Osborn. Um pouco mais tarde, foi em Stanford que o conceito emergiu verdadeiramente com a aparecimento do design centrado no utilizador, um método baseado na observação e interpretação de comportamentos, utilizações e emoções.
Só nos anos de 1990 é que a agência americana IDEO difundiu a sua utilização no seio das empresas: o design deixou de se limitar à conceção de objetos, passando a poder resolver problemas de qualquer natureza. Durante os anos 2000, os GAFA fizeram do design thinking uma verdadeira marca registada. No ano passado, a Google Ventures, fundo de investimento especializado no acompanhamento de startups, lançou o livro Sprint com o objetivo de “resolver problemas importantes e testar novas ideias em 5 dias”.
Bastante atrativo. Por detrás deste título promissor, o livro oferece conselhos valiosos para todos os que desejem mudar a sua perspetiva sobre inovação. Infelizmente, aqui e em qualquer outro caso, não existem receitas milagrosas e seguir um método à risca não garante que o seu projeto seja bem-sucedido.
No final do dia, quer sejam os Recursos Humanos, o IT, o serviço jurídico, o Marketing ou as Finanças, todas as funções da empresa estão envolvidas. Graças ao Design Thinking pode-se simplificar a subscrição de um serviço, melhorar o processo de integração de um novo colaborador, agilizar os pedidos de equipamentos informáticos e tornar o reporting mais legível.
Todos estes exemplos vêm de workshops com os nossos clientes, grandes organizações que operam nas indústrias de media, seguros, banca, energia, transportes. Certos protótipos, pensados para responder a estas questões, deram origem a projetos reais, depois de testados e de passar por um processo de iteração. Outros não. Mas uma coisa é certa, todos contribuíram para conhecer melhor o utilizador final. Todos contribuíram também para ajudar a acelerar o ciclo de inovação e fortalecer a colaboração entre as equipas que, por vezes, não interagem.
É verdade, o Design Thinking não vai resolver todos os seus problemas. Irá permitir-lhe descobri-los e promover a sensibilização das equipas. Contudo, é urgente interessar-se por esta matéria, seja qual for o seu trabalho ou setor de atividade. Não tanto pelo resultado que lhe trará, mas pelo estado de espírito que irá difundir nas equipas.
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