A Amazon está a incentivar a criação de empresas dedicadas a fazer a distribuição dos seus produtos, através de um novo programa. Desta forma, cria um “Uber” para a última milha das entregas: não possui nenhum dos veículos, nem estabelece contratos com estafetas.
A Amazon vai pagar a estas empresas pelo serviço de distribuição, “empresta” a sua marca aos veículos e uniformes e oferece vantagens como descontos em combustível e seguro.
Esta é mais uma forma de ganhar maior controlo no que toca à distribuição, de melhorar a experiência e a gestão do crescente volume de encomendas. Através do Delivery Service Partner, a Amazon pode recolher e analisar dados para optimizar agendamentos, rotas e custos.
A Amazon tem vindo a criar várias alternativas aos distribuidores tradicionais (USPS, UPS, FedEx): possui aviões de carga e milhares de camiões, lançou uma app que facilita o acesso dos motoristas aos seus armazéns e planeia outra que liga fornecedores de produtos e motoristas.
O novo programa é também uma resposta da Amazon a Donald Trump, que afirmou que a empresa deveria pagar mais à USPS, o serviço postal dos EUA, pela distribuição dos seus produtos. Desta forma, Jeff Bezos cria postos de trabalho e, a longo prazo, ganha maior independência dos distribuidores tradicionais.
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