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Tipicamente, o rastreio de cancro após um tratamento é feito através de ressonância magnética ou raio-x, formas que podem condicionar a detecção para uma fase já avançada. A startup C2i Genomics desenvolveu, por isso, uma solução para um diagnóstico precoce, destinada a hospitais, clínicas e farmacêuticas.
Com esta informação em tempo real, os médicos antecipam e personalizam o tratamento a prescrever aos doentes. Um dos grandes objetivos desta solução é, aliás, evitar cirurgias desnecessárias, preservando órgãos funcionais que, muitas vezes, são removidos para impedir o reaparecimento do cancro.
Neste momento, a plataforma ainda está a ser utilizada em contexto de investigação clínica e está a permitir o desenvolvimento de medicamentos em centros e hospitais universitários nos Estados Unidos, Suíça, Dinamarca e Singapura.
Se tudo continuar a correr bem, vai receber aprovação das entidades reguladoras nos EUA e na Europa e avançar para uma comercialização em 2022. Inicialmente, o foco vai ser o diagnóstico dos cancros colorrectal e da bexiga.
Fundada em 2019, a C2i já captou 112 milhões de dólares, e fazem parte do grupo de investidores a Section 32 e a Casdin Capital, que também é investidora da empresa de testes genéticos 23andMe.
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