No segundo episódio da Huge Conversations, uma série de entrevistas de formato longo conduzidas por Cleo Abram no seu canal do YouTube, a jornalista entrevista Jensen Huang, CEO e fundador da NVIDIA, para uma conversa profunda sobre o papel da empresa no desenvolvimento da inteligência artificial e o que podemos esperar da próxima fase da evolução tecnológica.
Huang explica como a aposta da NVIDIA em GPUs programáveis — e a criação da plataforma CUDA — foi decisiva para acelerar o desenvolvimento de redes neuronais, especialmente a partir do momento em que o modelo AlexNet, em 2012, mostrou o potencial das GPUs no treino de AI. Esta decisão estratégica, tomada anos antes, posicionou a NVIDIA como um dos pilares da atual revolução tecnológica. Refletindo sobre esse impacto, e referindo-se aos investigadores que perceberam como explorar o potencial computacional das GPUs para impulsionar a AI moderna, Huang afirma que “de forma muito simples, eles tiveram um impacto extraordinário”.
A entrevista aborda também o conceito de AI física e os investimentos da empresa em simulação através do Omniverse e do projeto Cosmos. Estas plataformas permitem treinar gémeos digitais, que podem vir a ser aplicados em robôs do mundo real, trazendo avanços em áreas como logística, produção e transportes autónomos. A capacidade de simular o mundo físico com elevada precisão é apresentada como um dos grandes saltos tecnológicos da próxima década.
Num dos momentos mais significativos da conversa, Huang destaca que a verdadeira transformação da AI ainda está por acontecer: “Os últimos 10 anos foram realmente sobre a ciência da AI. Nos próximos 10 anos vamos ter muita ciência da AI, mas os próximos 10 anos vão ser muito sobre a ciência da aplicação da AI“. Este comentário revela uma mudança de foco clara – de investigação fundamental para integração prática da AI nas indústrias, nos serviços e no quotidiano.
Esta conversa termina ainda com uma reflexão sobre o futuro da humanidade num mundo potenciado por inteligência artificial. Longe de adotar uma visão distópica ou de substituição, Huang partilha uma perspetiva otimista: “Nós vamos tornar-nos super-humanos, não porque sejamos super, mas vamos tornar-nos super-humanos porque temos super AI’s”. Na opinião de Huang, a AI não vem substituir o intelecto humano, mas sim amplificá-lo, permitindo-nos resolver problemas com uma profundidade e escala nunca antes possíveis.
Se está curioso sobre o futuro da AI, fascinado com o impacto das grandes tecnologias ou simplesmente quer ouvir uma visão inspiradora sobre o mundo que aí vem, este episódio é para si:
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