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Um futuro desenhado por Mark Zuckerberg

Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, partilhou recentemente a sua visão para o futuro das interações humanas e tecnológicas. A Meta, empresa por trás do Facebook, Instagram e WhatsApp, está a investir fortemente em realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR) e inteligência artificial (AI). Mas qual é então a visão de Zuckerberg? ✨ Transformar a forma como nos relacionamos através da tecnologia, criando uma presença virtual o mais próxima possível da experiência de estar presente de forma real.

Zuckerberg acredita que a realidade aumentada e a realidade virtual vão substituir os nossos tão adorados smartphones. 📱 Durante os últimos dez anos, a Meta tem trabalhado no desenvolvimento de óculos de AR holográficos. Estes óculos apresentam um design leve e confortável e têm a capacidade de projetar imagens holográficas de forma interativa. Ele prevê um futuro onde estes óculos podem substituir os ecrãs que utilizamos diariamente, permitindo uma interação mais natural com o digital. Com os Orion Glasses, Zuckerberg imagina um mundo onde as reuniões de trabalho, os jogos e, até mesmo, os convívios entre família e amigos possam ser mais acessíveis e envolventes. Desde do trabalho colaborativo ao entretenimento, estes óculos podem vir a transformar tudo. 🪄👓

Para Zuckerberg, a inteligência artificial será uma das nossas maiores aliadas no dia a dia. A Meta está a desenvolver modelos de AI, como o Llama e o Meta AI, que visam ser assistentes pessoais cada vez mais inteligentes e personalizados. Estes assistentes vão conseguir “compreender” o nosso contexto, podendo ajudar-nos em tarefas em tempo real, com base no que estamos a ver ou a ouvir. A ideia é que a AI esteja presente para ajudar, mas sem nos distrair ou sobrecarregar. O objetivo é que a nossa “assistente pessoal” se integre naturalmente nas nossas vidas.

A vida social das pessoas transformou-se e está em constante mudança desde a chegada dos media sociais. Estudos apontam que muitas pessoas têm menos amigos próximos do que há 15 anos. No entanto, Zuckerberg acredita que esta tecnologia pode ser uma aliada para inverter esta tendência e restabelecer os laços sociais, especialmente entre pessoas separadas geograficamente. O seu principal objetivo é utilizar a realidade aumentada e virtual para recriar uma sensação de presença “real” nas interações virtuais. Embora a tecnologia possa trazer proximidade, ele admite que nunca substituirá o contacto físico e a importância da presença real. Por isso, a Meta está também a explorar tecnologias hápticas para simular o toque, mas ainda existem muitos desafios até que isso se torne possível.

O uso da AI em comunicações sociais levanta questões relevantes e até um pouco preocupantes. Embora simplifique tarefas e torne a comunicação mais acessível, Zuckerberg reconhece que pode ter um enorme impacto na forma como nos relacionamos, reduzindo a necessidade de certos skills interpessoais. Como tudo na vida, ele acredita que é necessário encontrar um equilíbrio ⚖️. Utilizar AI para apoiar as pessoas, sem comprometer a sua capacidade de aprender e desenvolver habilidades como a empatia e a resolução de problemas.

Para terminar, Zuckerberg aconselha a mantermo-nos curiosos e flexíveis. 🔭  A tecnologia está a evoluir muito rapidamente, mas as competências como o pensamento crítico e a capacidade de adaptação continuarão a ser fundamentais. Para a geração mais jovem, o conselho passa por encarar a tecnologia como uma ferramenta para aumentar a criatividade e a produtividade, sem nunca perder de vista o desenvolvimento das tão importantes soft skills.

A entrevista de Cleo Abram a Mark Zuckerberg está no YouTube e explora um futuro repleto de possibilidades e desafios. Zuckerberg, garante que a Meta está empenhada em criar tecnologias inovadoras que prometem transformar as nossas interações. Contudo, o grande desafio é garantir que estas inovações enriqueçam as nossas capacidades humanas, em vez de as substituir.

Catarina Nunes

Catarina é Business Designer e Strategy Director da Instinct desde 2021, tendo sido Project Director durante o tempo que a Instinct representou a Fabernovel em Portugal. Catarina começou a sua carreira como consultora de gestão na Accenture, onde esteve envolvida em diversos projetos focados no desenho e otimização de processos, no desenvolvimento de modelos operativos e na gestão da mudança nas mais diversas indústrias, desde de Retalho a Saúde e Serviços Públicos. Estudou Engenharia Química e Bioquímica (NOVA SST) e desenvolveu a sua tese de mestrado em investigação na Graduate School of Sciences and Technology for Innovation (Yamaguchi University). Apaixonada por human-centered design, estudou também User Experience & User Interface Design (EDIT. - Disruptive Digital Education).

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