Autor: Nuno Ribeiro

Country Manager da agência de inovação FABERNOVEL. Autor do livro Gerir na Era Digital (2011). Licenciado em Economia pela Universidade Católica de Lisboa, onde também concluiu um curso avançado de Gestão de Empresas Tecnológicas e uma pós-graduação em Gestão de Media e Entretenimento. Diretor a unidade Negócio Multimédia do grupo Controlinveste (2008 a 2012). Diretor da unidade de negócios de Internet do grupo Cofina Media (1999 a 2008). Consultor do secretário de Estado da Comunicação Social para a área digital (1997 a 2002).
Read More

A indústria dos videojogos

A evolução das tecnologias de informação permitiu não só um maior acesso à informação e comunicação em múltiplas plataformas mas também ao entretenimento. Os videojogos saíram das arcadas e dos salões de jogos para os lares e bolsos (consolas portáteis e telemóveis) dos utilizadores. A indústria de videojogos é das que tem tido maiores taxas de crescimento (na área de Media & Entretenimento) e apresenta maior potencial de crescimento para os próximos anos. Para tentar perceber o porquê desta tendência é importante analisar:

  • Mercado dos videojogos
  • Fontes de receita
  • Público / perfil dos “gamers” (jogadores)
  • Publicidade nos videojogos
Read More

O início da Era Digital

No início da Internet fizeram-se muitas previsões sobre o impacto que esta viria a ter na sociedade. À medida que as previsões passavam a ser realidade, foram surgindo várias denominações para o que estava a acontecer e para o que se previa, como por exemplo: “Revolução das comunicações”, “Auto-estrada da informação”, “Revolução da Informação” e “Revolução Digital”. O que poucos conseguiram prever, é que desta vez não estamos a entrar num novo ciclo, mas sim a iniciar uma nova Era, a Era Digital.

Read More

“Fast forward” substitui “zapping” na TV

No final do mês passado, a Nielsen divulgou um estudo onde revela que, neste momento, quase um terço dos lares norte americanos possui DVR – Digital Video Recorder (gravadores digitais de vídeo). Não há dados disponíveis sobre o mercado português, mas não é difícil de adivinhar que ainda estamos longe de chegar a um terço dos lares, como nos EUA.

Ainda assim, é perceptível, o aumento dos alugueres das ZON BOXMEO BOX ou TV BOX do Clix e o aumento de vendas de computadores com Windows Media Center/Vista nos últimos meses.

A cada vez maior utilização destes equipamentos, leva-nos a reflectir sobre os hábitos de consumo de conteúdos de TV em formato broadcast e, consequentemente, no modelo de publicidade em TV.
Uma das conclusões do estudo da Nielsen, é que os DVRs aumentaram o consumo de conteúdos TV/Vídeo pela conveniência de poder decidir o que ver e quando.

Com isso, há dois impactos imediatos:
– O fim do prime time (não preciso de estar junto à TV no momento em que está a ser difundido o programa).

– Os blocos publicitários passam a ser vistos em fast forward.

Os equipamentos vão continuar a evoluir e vale a pena perceber as funcionalidades, por exemplo do TIVO e AppleTV, para concluir que a convergência de Meios é já uma realidade.

Os Media na encruzilhada entre a crise e a revolução digital

Há imagens que guardamos para sempre na nossa memória e, nos últimos meses, tenho recordado com frequência a minha primeira aula de Economia com o Professor João César das Neves, que depois das devidas apresentações, projectou um acetato com um gráfico ciclos económicos e as crises que pontuaram a História.

A crise que hoje vivemos tem contornos diferentes das anteriores e coloca-nos perante novos desafios a nível de políticas macro-económicas, regulação e de gestão nas empresas.

Como sempre, nestas situações, chegou o momento de agir com frieza, coragem e responsabilidade, mas antes, há que repensar com urgência os modelos de negócios.

As palavras sinergia e reestruturação, que muitas vezes se repetem dentro das organizações têm urgentemente que deixar de ser palavras para ser acções, com a consciência de que são uma necessidade vital para garantir a eficácia nas operações e a sua rentabilidade.