Categoria: Opinião

Opinião da equipa FABERNOVEL sobre diferentes indústrias, metodologias de inovação, tendências e players inovadores.

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Nicholas Negroponte: Os livros físicos vão morrer dentro de 5 anos

O maior visionário da Era Digital – Nicholas Negroponte – referiu na semana passada numa conferência da CNBC que os livros físicos vão morrer dentro de 5 anos. Estou certo que muitos estão cépticos sobre esta afirmação de Negroponte, mas vale a pena reflectir antes de dizer: “Impossível!”
Para muitos, esta realidade pode ainda estar longe, mas se percebermos a velocidade que o iPad, Kindle, Nook e outros tablets estão a vender e a forma como as editorias e distribuidoras (como a Amazon.com), se estão a adaptar e a criar novos modelos de negócio e principalmente, como os consumidores estão a alterar a forma de consumo é fácil perceber que Nicholas Negroponte pode estar (como habitualmente) certo neste assunto.

Apple, Google, Microsoft, Nokia, Sony e Amazon

Titãs em competição pelo “Monopólio de Consumidores” e “Portagem na Ponte”

Os (actuais) principais players mundiais na criação e definição dos caminhos futuros na Era Digital são: Apple, Google, Microsoft,Nokia,Sony e Amazon.

Todos eles criaram ecossistemas, não compatíveis e tentam ganhar a maior quota em vários mercados e sub-mercados em que actuam, e apostam forte na alavancagem
de posições entre os vários mercados. Por isso, a diversificação de negócios é vital para conseguirem posições dominantes mas, aumenta fortemente a complexidade
na gestão.

A gestão estratégica e operacional em cada um dos sub-mercados onde actuam é um factor determinante para garantir o sucesso.

Perseguem aquilo a que Warren Buffet apelidou de “Monopólio de Consumidores” e “Portagem na Ponte”. Sabem que “The Winner Takes it All”, e por isso, não poupam esforços, tempo e investimentos porque pode não haver “prémio” para o segundo. Sabendo, no entanto, que haverá alguns mercados onde poderão existir fortes concorrentes (por exemplo, o caso da RIM com os Smartphones Blackberry).

Warren Buffet Chairman & CEO, Berkshire Hathaway

Nesta “corrida” um factor determinante é a simbiose entre dispositivos e serviços (online), como forma de defender e fechar aos concorrentes a capacidade de entrar junto dos clientes captados.

Os consumidores passam a ter “barreiras à saída”. A integração de serviços entre os vários dispositivos da marca garantem maior fidelização e menor elasticidade sobre o preço do lado da procura. Por isso, o objectivo neste momento é conseguir a maior quota em cada um dos mercados e criar efeitos de alavanca entre eles. A concorrência é feroz, a contínua evolução tecnológica associada à possibilidade de entrada de novos players e as rápidas alterações de consumo de Media são variáveis importantes e a considerar por qualquer um dos referidos titãs.

Segue uma breve análise à presença de cada um nos mercados (esub-mercados):
Hardware/Dispositivos, Software, Web e Distribuição On Line Digital.

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A indústria dos videojogos

A evolução das tecnologias de informação permitiu não só um maior acesso à informação e comunicação em múltiplas plataformas mas também ao entretenimento. Os videojogos saíram das arcadas e dos salões de jogos para os lares e bolsos (consolas portáteis e telemóveis) dos utilizadores. A indústria de videojogos é das que tem tido maiores taxas de crescimento (na área de Media & Entretenimento) e apresenta maior potencial de crescimento para os próximos anos. Para tentar perceber o porquê desta tendência é importante analisar:

  • Mercado dos videojogos
  • Fontes de receita
  • Público / perfil dos “gamers” (jogadores)
  • Publicidade nos videojogos
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O início da Era Digital

No início da Internet fizeram-se muitas previsões sobre o impacto que esta viria a ter na sociedade. À medida que as previsões passavam a ser realidade, foram surgindo várias denominações para o que estava a acontecer e para o que se previa, como por exemplo: “Revolução das comunicações”, “Auto-estrada da informação”, “Revolução da Informação” e “Revolução Digital”. O que poucos conseguiram prever, é que desta vez não estamos a entrar num novo ciclo, mas sim a iniciar uma nova Era, a Era Digital.

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“Fast forward” substitui “zapping” na TV

No final do mês passado, a Nielsen divulgou um estudo onde revela que, neste momento, quase um terço dos lares norte americanos possui DVR – Digital Video Recorder (gravadores digitais de vídeo). Não há dados disponíveis sobre o mercado português, mas não é difícil de adivinhar que ainda estamos longe de chegar a um terço dos lares, como nos EUA.

Ainda assim, é perceptível, o aumento dos alugueres das ZON BOXMEO BOX ou TV BOX do Clix e o aumento de vendas de computadores com Windows Media Center/Vista nos últimos meses.

A cada vez maior utilização destes equipamentos, leva-nos a reflectir sobre os hábitos de consumo de conteúdos de TV em formato broadcast e, consequentemente, no modelo de publicidade em TV.
Uma das conclusões do estudo da Nielsen, é que os DVRs aumentaram o consumo de conteúdos TV/Vídeo pela conveniência de poder decidir o que ver e quando.

Com isso, há dois impactos imediatos:
– O fim do prime time (não preciso de estar junto à TV no momento em que está a ser difundido o programa).

– Os blocos publicitários passam a ser vistos em fast forward.

Os equipamentos vão continuar a evoluir e vale a pena perceber as funcionalidades, por exemplo do TIVO e AppleTV, para concluir que a convergência de Meios é já uma realidade.

Os Media na encruzilhada entre a crise e a revolução digital

Há imagens que guardamos para sempre na nossa memória e, nos últimos meses, tenho recordado com frequência a minha primeira aula de Economia com o Professor João César das Neves, que depois das devidas apresentações, projectou um acetato com um gráfico ciclos económicos e as crises que pontuaram a História.

A crise que hoje vivemos tem contornos diferentes das anteriores e coloca-nos perante novos desafios a nível de políticas macro-económicas, regulação e de gestão nas empresas.

Como sempre, nestas situações, chegou o momento de agir com frieza, coragem e responsabilidade, mas antes, há que repensar com urgência os modelos de negócios.

As palavras sinergia e reestruturação, que muitas vezes se repetem dentro das organizações têm urgentemente que deixar de ser palavras para ser acções, com a consciência de que são uma necessidade vital para garantir a eficácia nas operações e a sua rentabilidade.

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Das comunidades virtuais para as redes e media sociais

Hoje fala-se muito de comunidades virtuais, mas o conceito não tem nada de novo e a ideia inicial até era simples: unir utilizadores em torno de um tema, um conceito que depressa se confundiu com os chamados “portais verticais” como é o caso do ivillage.com (portal temático feminino), da ZDNet e da Cnet (portais temáticos sobre tecnologias) ou até mesmo do GameSpot e do Gamespy (portais temáticos de jogos).

E foi precisamente nestes “portais verticais” que começaram as primeiras comunidades interactivas.  Aqui o utilizador participa nos conteúdos com a possibilidade de comentar ou classificar um determinado artigo, participar em fóruns e chats.

Na verdade, estas primeiras interactividades desde logo transformaram os utilizadores em criadores de conteúdos. Em 1999, em Las Vegas, assisti ao lançamento de um dos primeiros projectos de rede social (Social Network), o ecircles.com. Este site permitia aos utilizadores partilhar fotos e mensagens com os seus amigos e colegas de trabalho, criando círculos de comunicação. Talvez por ter surgido cedo demais (como aconteceu com muitos outros sites), o ecircles.com não resistiu, e desapareceu com o estoirar da “bolha”, a 15 de Abril de 2001.


eCirclesIMPORTANT NOTICE TO MEMBERS

I regret to inform you that the eCircles.com web site will permanently shut down on April 15, 2001 and will no longer be available thereafter. The market downturn of the last 12 months made it increasingly difficult to cover the costs of operating the eCircles site.

We truly appreciate your patronage over the last several years and we hope you’ll continue to find ways to stay connected with your friends and families.

Sincerely,

Prescott Lee
President & CEO
eCircles.com

A Googlemania das aquisições

GoogleHoje, já todos perceram a importância que o Google tem na nossa sociedade e, apesar de ser uma empresa tecnológica, é um bom exemplo que prova a importância de “talentos” (humanos) nas organizações. Sem as pessoas certas no negócio, o Google não teria sido um sucesso, que bate os seus concorrentes e supera os seus próprios recordes.

A cultura que esses “talentos” imprimiram nesta empresa americana, nascida numa garagem da Califórnia é única. Podemos testemunhar que o ADN do Google é de uma forte capacidade de adaptação, reage muito rápido às tendências e mudanças, é criativo, inovador e concretiza projectos. Com esta forma de ser e agir, as pessoas que fazem o Google marcaram um novo ritmo no mercado, tendo ao longo dos seus dez anos efectuado parcerias e aquisições estratégicas que tem acelerado o seu crescimento e “junto as pontas” na cadeia de valor do mercado digital.

Internet com mais video ou televisão mais interactiva?

Mal surgiu a Internet, logo se percebeu que seria uma plataforma universal onde todo o tipo de dados poderiam proliferar em prol da comunicação mundial.
Uma das aplicações que marcou o arranque e que abriu caminho, em 1995, foi o Real Audio que levou muitas rádios a entrarem no ciberespaço, resolvendo mesmo problemas de alvarás, como era o caso da mítica britânica e “sempre” pirata Radio Caroline.

OPA da Microsoft ao Yahoo! e os próximos capítulos…

Os últimos tempos do Yahoo! têm sido difíceis com o “loop” entre descidas de resultados, anunciados trimestralmente, e vários problemas na organização. Os accionistas bem tentaram colocar “rumo” no Yahoo! (NASDAQ:YHOO) , quando há sete meses, afastaram Terry Semel do cargo de CEO (passando a Chaiman não-executivo) e nomearam um dos fundadores da companhia, Jerry Yang para tentar recuperar os resultados.

Durante o último ano, foram conhecidos alguns contactos entre a Microsoft (NASDAQ:MSFT) e o Yahoo!, mas o mercado estava longe de suspeitar que poderia estar a preparar-se uma Oferta Pública de Aquisição (OPA).